Se eu fosse um lápis…
Eu gostava de ser um lápis, e estaria sempre a escrever.
O meu dono seria a Carla Sofia, que vivia na Rua da Ponte Romana.
Num dia de manhã, a Carla Sofia foi para a escola, e a professora mandou-lhe escrever o Pretérito trinta e cinco vezes.
No outro dia, a Carla Sofia e os colegas dela fizeram provas de Avaliação, e eu, o lápis estava muito, muito cansado, e não aguentava mais e o meu nariz de tanto de escrever ficou cada vez mais pequeno, até que uma altura gritei muito, muito alto a dizer:
- Ai, Jesus! Lá se vai o meu nariz!
E a professora muito, mas muito zangada perguntou:
-Quem é que gritou desta maneira?
E a Carla Sofia respondeu com medo da professora:
- Foi o meu lápis que gritou!
- Mas que disparate, menina Carla Sofia!
- É verdade! Quer ver eu a escrever, e ele a gritar?!
- Ai, Jesus! Lá se vai o meu nariz!
- É verdade, menina Carla Sofia, é mesmo verdade o teu lápis fala. Mas se o aguçares ele já não grita! Vai aguçá-lo e toca a trabalhar!
No fim, quando eu e a Carla Sofia, fomos ver as notas das provas de avaliação, vimos que a minha dona conseguiu tirar boa nota, e tudo graças a mim!
Helena Moreira